Disjuntores elétricos – o que você deve saber

Disjuntores elétricos e fusíveis

Disjuntores elétricos são dispositivos que funcionam como uma “chave”.
Destinam-se a cortar a corrente elétrica quando ocorrer um excesso, que poderia causar danos ao sistema e aos aparelhos a ele conectados.
Sua principal função é proteger a instalação, as pessoas e seus aparelhos.

Não confundir FUSÍVEL com FUSIL. Este último é uma arma usada pelo exército.
O primeiro é um dispositivo antigo, com um filamento metálico que “derretia” (ou se fundia) na presença de sobrecarga elétrica.

A diferença básica entre os dois é que os disjuntores elétricos permitem ser rearmados e os fusíveis não (tendo a necessidade de trocá-los).
Além disso, os disjuntores são mais precisos e seguros.

 

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Caixa de Força – DISJUNTORES

 

O que são disjuntores de curva B e curva C?

Disjuntores de curva B são usados em circuitos que usam cargas resistivas (resistências), como chuveiros elétricos, geladeiras, ar condicionado, etc.

Disjuntores de curva C são usados em circuitos ligados a cargas indutivas, como motores elétricos em geral (geladeiras, ar condicionado, etc).

 

O que são disjuntores DR?

Nesse item, temos que discutir alguns detalhes importantes.

Os dispositivos DR (“Diferencial Residual”), são os chamados de “proteção diferencial”: regulamentados pela ABNT NBR 5410 – usados em instalações elétricas de baixa tensão.
Permite desligar um circuito, sempre que detecta uma “corrente de fuga”, que pode causar choques elétricos em pessoas ou animais.

 

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Disjuntor DR

 

– O que é “fuga de corrente” ou “corrente residual”?
É um fluxo de corrente indesejado, que “vaza” de um circuito (baixo isolamento de um fio condutor, ou fio descascado) ou por um equipamento com baixa resistência anormal.
Esse fluxo é muito pequeno para ser detectado pelos disjuntores habituais, na ordem de miliamperes.
Em geral, eles são ativados quando a corrente de fuga ultrapassa os 30 mA.

Podem ser ligados a um disjuntor termomagnético, adicionando proteção diferencial residual.

– Quando o DR é obrigatório?
• Em circuitos que contenham chuveiro ou banheira
• Em circuitos que alimentam tomadas externas à edificação
• Em circuitos que alimentam tomadas internas, que possam alimentar equipamentos em áreas externas.
• Em circuitos que atendam áreas de cozinhas, copas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais dependências normalmente molhadas ou sujeitas a lavagens.

Observação: os dispositivos DR possuem, na sua parte frontal, um botão de teste, que deve ser verificado mensalmente para testar seu correto funcionamento.

 

Tipos de disjuntores

Basicamente, podemos dividir os disjuntores em dois tipos: térmico e magnético, ambos regidos pela ABNT NBR NM 60898.

– Disjuntores térmicos: proteção de sobrecargas em instalações domésticas e similares. Desliga os contatos do disjuntor quando a corrente elétrica se mantém em um nível acima do ideal por longo período de tempo. Protege o sistema, como o derretimento da fiação.

 

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Disjuntor Termo-elétrico

 

Disjuntores magnéticos: destinam-se a evitar os curtos-circuitos (e o perigo de incêndios). Desarma o dispositivo em um curto espaço de tempo.

Os dispositivos disponíveis atualmente, em geral são termomagnéticos, oferecendo dupla proteção.

 

Ainda, podemos classificar os disjuntores como:
UNIPOLAR: para circuitos de apenas uma fase. Exemplo: iluminação, tomadas de sistema monofásico de 127 v ou 220 v.
BIPOLAR: para circuitos de duas fases. Exemplo: torneiras elétricas, chuveiros elétricos, etc, com sistemas bifásicos de 220 v.
TRIPOLAR: para circuitos de três fases, com 220 v ou 380 v.

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Como escolher disjuntores?

O princípio básico é que a corrente nominal do dispositivo seja maior ou igual à corrente do circuito que será protegido. Fica entre 34 A e 41 A.

 

Faça Você Mesmo   – Bom, a coisa parece meio complicada e, por isso mesmo, recomenda-se que se contrate um técnico eletricista para sua instalação segura e adequada.
Contudo, com essas informações, você poderá avaliar melhor se o projeto está correto.

– Disjuntores são equipamentos que se destinam à sua segurança e, portanto, não economize nessa hora. Procure materiais de qualidade e que atendam às normas estabelecidas.

 

faça você mesmo   – Na ocorrência de “queda” de uma chave disjuntora, não proceda ao seu religamento imediato. Verifique, na caixa de força, a qual setor ela atende e faça uma inspeção rigorosa das condições de tomadas, interruptores de luz e equipamentos conectados.
Se o problema persistir, peça uma avaliação de um técnico eletricista.
– Nunca manipule os disjuntores da caixa de força com as mãos desnudas ou úmidas. Use sempre uma luva isolante.

 

 

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